Para o SN Aboitiz Power Group (SNAP), a fragmentação representa um risco operacional. Como fornecedor de infraestrutura crítica de informação, atuando em todo o arquipélago das Filipinas, a empresa de energia renovável depende de sistemas capazes de movimentar dados, aprovações e decisões de forma confiável entre usinas hidrelétricas, geotérmicas, solares e térmicas.
Por isso, a existência de múltiplos sistemas internos que não se comunicam entre si era um grande sinal de alerta — um problema que a empresa decidiu enfrentar rapidamente. Em parceria com a Kissflow, a SNAP iniciou uma jornada para reduzir gargalos operacionais causados por sistemas fragmentados e processos manuais.
Gargalos operacionais
Antes da transformação, os sistemas da SNAP eram fragmentados, caros e difíceis de manter. A empresa lidava com uma combinação de ferramentas internas e terceirizadas, criando verdadeiros silos que não se integravam entre si. Isso aumentava a complexidade operacional, elevava custos e introduzia riscos adicionais de segurança.
“Adicionar novos recursos ou fluxos de trabalho frequentemente significava ciclos longos de desenvolvimento, altos custos e dependência constante da TI”, relembra Mitch Cabigon, CIO da SNAP.
Do ponto de vista operacional, os processos de aprovação ficavam presos a longas trocas de e-mails, enquanto as equipes de TI sofriam pressão contínua para atender centenas de solicitações do negócio.
“Além disso, gerenciar múltiplos sistemas legados e soluções terceirizadas só aumentava os custos e a complexidade”, acrescentou.
Low-code, sem complicação
Após avaliar diversos fornecedores, a SNAP escolheu a Kissflow por permitir a consolidação de vários sistemas em uma única plataforma, mais simples de gerenciar e capaz de acelerar a digitalização de processos. A solução também possibilitou que profissionais não técnicos criassem aplicações com pouco treinamento, expandindo a capacidade de desenvolvimento para além da TI.
“Precisávamos de uma plataforma unificada, escalável e segura, que simplificasse fluxos de trabalho e reduzisse a dependência da TI. A abordagem low-code da Kissflow atendeu exatamente a esses requisitos. Ela criou um ambiente compartilhado para equipes de TI e de negócio construírem, implantarem e gerenciarem processos, permitindo mais agilidade sem perder o alinhamento com nossa arquitetura corporativa”, explicou Cabigon.
Durante a implementação, a SNAP percebeu que o maior desafio não era técnico, mas cultural.
“Muitos colaboradores nunca haviam participado de um projeto digital. Por isso, construir confiança em torno do desenvolvimento low-code foi essencial. A Kissflow trabalhou conosco desde o início, conduzindo workshops de ‘fase zero’ para entender nossos objetivos e definir, em conjunto, o roadmap da transformação”, afirmou.
Segundo Cabigon, a Kissflow atuou mais como uma parceira de transformação do que como um fornecedor tradicional.
“Eles apoiaram hackathons internos, ofereceram orientação prática e ajudaram a patrocinar e avaliar projetos. A interface de arrastar e soltar da plataforma também facilitou o aprendizado e o uso por equipes não técnicas.”
Com o tempo, colaboradores que inicialmente estavam hesitantes passaram a desenvolver suas próprias aplicações. Colaboração, capacitação prática e uma gestão de mudança estruturada foram fundamentais para tornar a adoção sustentável e replicável.
Operação mais eficiente
Após a adoção da plataforma low-code da Kissflow, a SNAP desativou diversos sistemas internos, gerando uma economia anual de aproximadamente US$ 61 mil em infraestrutura e suporte. Além disso, 19 colaboradores foram capacitados como citizen developers, acelerando a entrega de novas aplicações sem aumentar a carga sobre a TI.
“Observamos ganhos de eficiência entre 5% e 10% nas áreas de RH, operações e gestão de serviços de TI”, destacou Cabigon.
O time de RH passou a operar a aplicação iServe, utilizada para onboarding e solicitações de colaboradores. Já a equipe de segurança das plantas utiliza o aplicativo eRUO para registro de incidentes, o que melhorou significativamente o tempo de resposta e a visibilidade das ocorrências.
“Até nossas assistentes executivas migraram de um modelo de atendimento individual para um pool compartilhado, coordenado por um único sistema interno, o que nos ajudou a otimizar recursos e melhorar a colaboração”, contou.
A SNAP também definiu metas de tempo e nível de serviço para processos críticos, facilitando a identificação de pontos de atraso em aprovações ou solicitações.
Com base em um estudo de ROI da Nucleus, Cabigon afirmou que a SNAP alcançou um retorno sobre investimento de 451%, com payback em apenas 2,8 meses após a adoção da Kissflow.
Segundo Rakesh Nandakumar, vice-presidente associado da Kissflow para a região APAC, a SNAP expandiu o desenvolvimento low-code para além da TI, mantendo governança e segurança sob supervisão da área.
“Ao capacitar citizen developers, a empresa permitiu que profissionais não técnicos desenhassem e aprimorassem seus próprios processos. Isso reduziu a pressão sobre a TI e aumentou o senso de responsabilidade das equipes. Ao mesmo tempo, a governança foi mantida, com a TI atuando como mentora para garantir padrões de segurança e qualidade”, explicou.
A gestão da mudança também foi prioridade. Ao conectar as iniciativas digitais aos valores da empresa, a SNAP investiu na construção de uma cultura de alfabetização digital em toda a organização.
Infraestrutura mais inteligente
Olhando para o futuro, a SNAP segue digitalizando processos de negócio para tornar os dados mais acessíveis e acionáveis, incluindo o uso de analytics e inteligência artificial para apoiar decisões mais rápidas e embasadas.
“Uma parte central do nosso roadmap é permitir que mais usuários de negócio criem e implementem suas próprias aplicações, aumentando a capacidade de resposta da organização. A Kissflow apoia esse objetivo ao consolidar sistemas e reduzir ciclos de desenvolvimento. Com equipes técnicas e não técnicas contribuindo juntas, fortalecemos uma cultura de responsabilidade compartilhada”, concluiu Cabigon.
Ao incorporar alfabetização digital e automação de workflows às operações do dia a dia, a SNAP busca se preparar para o crescimento da demanda no mercado de energia das Filipinas e se adaptar às mudanças digitais contínuas.
De acordo com o Departamento de Energia, o setor energético filipino já está avaliado em 3,3 trilhões de pesos filipinos, contra 630 bilhões em 2022. Com a expectativa de que a demanda por eletricidade dobre até 2040, a necessidade de sistemas escaláveis e adaptáveis se torna cada vez mais crítica.
“As plataformas low-code estão transformando a forma como as organizações respondem a novas exigências, reduzindo a dependência de fornecedores externos e permitindo que equipes internas adaptem processos com mais rapidez em um ambiente energético em constante mudança”, concluiu Nandakumar.
FONTE: https://www.frontier-enterprise.com/snap-flips-the-switch-on-low-code-beyond-it/






