Mai Dubai mostra como plataformas low-code aceleram a transformação digital e preparam empresas para a IA

Adrian D’Cunha, da Mai Dubai, explica como plataformas low-code estão acelerando a transformação digital, a automação de processos e a preparação das empresas para a IA.

À medida que organizações em todo o Oriente Médio aceleram seus processos de transformação digital, cresce a demanda por formas mais rápidas e ágeis de automatizar e otimizar as operações de negócios. Nesse cenário, as plataformas low-code vêm ganhando destaque. Antes vistas principalmente como ferramentas para automações simples de fluxos de trabalho, essas soluções agora permitem que empresas digitalizem processos complexos, ampliem a visibilidade operacional e aproximem as equipes de negócios e de TI. Com a busca por maior agilidade, decisões orientadas por dados e preparação para a inteligência artificial, as plataformas low-code consolidam-se como uma base estratégica para inovação corporativa e automação inteligente.

Em entrevista exclusiva à Catalyst, Adrian D’Cunha, Head de Tecnologia da Informação da Mai Dubai, compartilha insights sobre a jornada de transformação digital da empresa, a evolução do papel das plataformas low-code na modernização corporativa e como a Kissflow tem acelerado a digitalização de processos, ampliado a visibilidade em tempo real e preparado a organização para futuras operações impulsionadas por inteligência artificial.

O que essa implementação revela sobre a evolução das plataformas low-code?

Com base na nossa experiência, ficou claro que o low-code deixou de ser apenas uma ferramenta para pequenas automações ou soluções pontuais. Em menos de dois anos, conseguimos digitalizar cerca de 100 processos de negócio com uma equipe enxuta, demonstrando o verdadeiro potencial dessas plataformas.

Hoje, o low-code é uma forma prática de acelerar a transformação digital. Ele nos permite avançar com mais rapidez, reduzir a dependência de longos ciclos de desenvolvimento e responder às demandas do negócio com muito mais agilidade. Além disso, promove uma colaboração muito mais eficiente entre as equipes de TI e as áreas de negócios.

Como a Kissflow se posiciona nessa era de agilidade e velocidade?

A Kissflow nos ajudou a transformar ideias em execução de forma muito mais rápida. Em um ambiente de negócios onde a velocidade faz toda a diferença, a plataforma oferece flexibilidade para criar, modificar e implantar fluxos de trabalho sem complexidade desnecessária. Ela é simples o suficiente para que as áreas de negócios participem ativamente, mas estruturada para que a TI mantenha governança, controle e escalabilidade. Esse equilíbrio é essencial para qualquer plataforma corporativa.

Qual é a importância da visibilidade de dados em tempo real?

Hoje, a visibilidade em tempo real deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Com dashboards dinâmicos e monitoramento contínuo dos processos, a liderança da Mai Dubai consegue tomar decisões mais rápidas e embasadas, enquanto as equipes operacionais têm total transparência sobre os fluxos de trabalho. Isso aumentou significativamente a capacidade de resposta e a responsabilidade em toda a organização.

O low-code se tornará a base das empresas impulsionadas por IA?

Acredito que sim. O low-code terá um papel fundamental nas empresas orientadas por inteligência artificial. A IA gera muito mais valor quando está integrada aos processos reais de negócio, e não quando funciona como uma ferramenta isolada.

As plataformas low-code oferecem exatamente essa conexão. Elas permitem automatizar processos hoje e, gradualmente, incorporar inteligência, recomendações e suporte à decisão baseado em IA nesses mesmos fluxos. Na Mai Dubai, enxergamos o low-code como a ponte entre a automação atual e a próxima fase das operações empresariais inteligentes.

Quais são os maiores equívocos sobre low-code/no-code?

O principal equívoco é acreditar que low-code e no-code servem apenas para automações simples. Com governança adequada, segurança e integrações bem estruturadas, essas plataformas conseguem suportar soluções corporativas escaláveis para diversos cenários.

Outro mito é pensar que elas substituem a TI. Na prática, elas transformam o papel da área. Em vez de desenvolver cada fluxo do zero, a TI passa a atuar como facilitadora, responsável pela governança e aceleradora da inovação digital em toda a empresa.

Como será a evolução do ambiente de trabalho?

O ambiente corporativo caminha para um modelo em que a melhoria digital faz parte da rotina de todas as áreas. Com a Kissflow, as equipes de negócios conseguem identificar ineficiências, redesenhar processos e automatizar fluxos dentro de uma estrutura controlada.

Isso reduz gargalos e aumenta o senso de responsabilidade dentro dos departamentos. A TI continua exercendo um papel fundamental, mas como responsável pela governança, segurança, integrações e padrões corporativos. Para nós, esse é o futuro: uma transformação digital compartilhada por toda a organização, e não apenas uma iniciativa da área de TI.

Quais lições outras empresas podem aprender?

Nossa experiência reforça três aprendizados principais:

  • Velocidade faz diferença: empresas que executam mudanças mais rapidamente conquistam vantagem competitiva.
  • Empoderamento impulsiona inovação: dar autonomia aos usuários de negócio libera um enorme potencial de geração de valor.
  • Automação + visibilidade = transformação: os melhores resultados surgem quando a automação é combinada com informações em tempo real.

Para os setores de manufatura, logística e bens de consumo, o low-code representa um diferencial competitivo capaz de separar empresas eficientes de organizações verdadeiramente preparadas para o futuro.

Sobre o entrevistado

Adrian D’Cunha é um executivo de tecnologia com ampla experiência na liderança de operações de TI e iniciativas de transformação digital em larga escala. Reconhecido por transformar ideias inovadoras em soluções práticas e de alto impacto, liderou projetos críticos de infraestrutura de TI e conquistou destaque por promover excelência operacional e geração de valor para os negócios. Sua experiência inclui gestão de serviços de TI, governança baseada em ITIL, gestão de mudanças e releases, além de planejamento estratégico de TI, sempre alinhando tecnologia aos objetivos corporativos. Como líder orientado a resultados, formou equipes de alto desempenho em diferentes localidades, otimizando operações, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade e a eficiência dos serviços corporativos de TI.

 

 

Fonte: https://thecatalystonline.com/exclusive/adrian-dcunha-shares-a-practical-blueprint-for-enterprise-automation/

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